Quem sou eu

Olá! Primeiramente, gostaria de agradecer por ter chegado até aqui. Espero que esteja gostando dos artigos, pois preparo cada um deles com muito carinho e cuidado. Meu grande objetivo é trazer o máximo de detalhes sobre a lore (respeitando os limites de uma boa leitura, claro) e conectar essas histórias diretamente às cartas reais. Faço questão de trazer as imagens delas para os textos para que, da próxima vez que você vir uma dessas cartas na sua mesa, saiba exatamente a qual momento ela pertence e sinta o verdadeiro peso que ela carrega no Multiverso.

Quero falar um pouquinho sobre mim, sobre a minha experiência com Magic e sobre o que me motivou a criar este blog focado em um tema que eu amo tanto.

Fui apresentado ao Magic em 2003, no auge dos meus incríveis 9 ou 10 anos de idade. Eu tinha uma turminha que quase todas as noites saía para brincar na rua (na época em que isso ainda era seguro), até que meu primo apareceu do nada com um deck de Flagelo totalmente lacrado. Eu já conhecia um pouco de TCG porque havia ganhado umas cartinhas de Pokémon no meu aniversário, mas o Magic tinha algo a mais. As artes grotescas e pesadíssimas despertavam a minha curiosidade.

Por motivos óbvios, eu — uma criança que às vezes tropeçava no próprio pé — não sabia como pedir para os meus pais comprarem essas cartas. O Gilberto Barros já havia estragado a brincadeira falando que isso era "coisa do sete-peles". Então, o que uma criança faria nessa situação? Claro, colecionaria escondido.

Fui juntando cartas aleatórias que recebia desse meu primo e de outras pessoas que estudavam no meu colégio. Algumas eu ganhava, outras eu trocava por tazos ou por cartas de Pokémon. No fim, eu tinha um amontoado de cartas que ninguém queria, mas que ainda assim me atraíam pelas artes.

Nessa mesma época, com meus 11 ou 12 anos, montei meu primeiro baralho levemente funcional: um deck de encantamentos azuis que pingavam danos pequenos toda vez que o oponente fazia algo (a estrela dele era uma carta chamada Psychic Venom). Anos depois, tive o prazer de reconstruí-lo quando o formato Premodern veio à tona. Na época, eu e meu primo demos a esse deck o nome de "Plim" — o barulho de uma gota de água que cai leve e constante, assim como o dano que o deck causava.

Uma carta que marcou muito essa minha época foi a "fofíssima" Pestilência, especialmente aquela versão com a arte de um carequinha babando. Ela foi a responsável por um pesadelo que tive e que acordou a casa toda com meu grito. No interrogatório pós-pesadelo conduzido pelos meus pais, minha coleção secreta foi descoberta. Não lembro de ter visto minhas cartas depois disso :/

Em 2007, o Magic virou febre na minha escola. Nessa época, meus pais já eram um pouco mais tranquilos em relação a eu ter as cartas. Lembro de ter montado um baralho horroroso de artefatos que rodava em torno do Pentavus. Fora isso, não tenho muitas lembranças dessa fase.

Depois que entrei no Ensino Médio, dei uma pausa nesse hobby para focar em outras coisas: faculdade, exército, estágio. Tudo me consumia. Nesse meio-tempo, troquei todas as minhas cartas por uma conta boladíssima de Perfect World. Quem viveu essa época sabe do que estou falando.

Foi só em 2017 que voltei a consumir Magic. Retornei já conhecendo um tal de formato Commander e montando um "Yurikão". O deck era bem fraco no início, mas até hoje eu o "pimpo". Além dele, jogo com um Reaper King (graças à maravilhosa edição que traz o Dwight Schrute na arte) e com um Sliver Hivelord, meu pet deck.

Qual foi o motivo de eu ter criado este blog? O Magic tem uma história riquíssima sobre os Planos, Planeswalkers e criaturas próprias do Multiverso, com inúmeros livros escritos ao seu redor. Estamos vivendo uma época em que é mais fácil ver uma carta do Bob Esponja em uma mesa (com todo o respeito ao Bob, sou fã demais do desenho) do que um Urza ou uma Emrakul, e tudo indica que isso vai ser cada vez mais comum.

Não digo que isso vá matar o Magic — talvez até o torne ainda mais popular, atraindo novos jogadores. Eu mesmo tenho cartas de outros universos, como o já citado Dwight. Só não gostaria que a história verdadeira fosse deixada tão de lado como vem acontecendo.
Eu sou apaixonado pela lore e queria que mais pessoas a conhecessem.

Assim surgiu o Grimório MTG.

Afinal, nem só de Universes Beyond vive o Magic.

Este blog ainda está no começo. Quero contar muitas histórias e, mais para a frente, pretendo publicar também conteúdos sobre regras e mecânicas do jogo em si. Se você estiver com uma sede de história maior do que o blog pode saciar agora, recomendo procurar canais no YouTube como o do Elba, o Andrézão do Umotivo e o Cabrito. Eles são lendas na comunidade, me inspiraram muito e me ensinaram demais sobre o jogo.

Enfim, esse sou eu. Minha missão aqui é clara: mostrar para os jogadores — novos e velhos — que o Magic vai muito além de uma simples cartinha colecionável do seu personagem favorito. É um universo inteiro repleto de histórias e contos que vem sendo construído há décadas.

E Viva o Premodern!

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