A História dos Fractius: A Evolução Implacável da Mente Coletiva
Mergulhe na história completa dos Fractius em Magic: The Gathering. Da origem desconhecida às manipulações de Volrath em Rath, a sobreposição em Urborg e o desastroso Projeto Riptide. Conheça a evolução da mente coletiva e todos os líderes da colmeia.
PLANESWALKERS E TRIBOS


Os Fractius representam a essência da adaptação e da biologia extrema dentro do Multiverso. Eles são criaturas de mente coletiva que compartilham suas mutações físicas e habilidades mágicas instantaneamente com todos os membros próximos da colmeia. Uma ameaça singular pode ser facilmente superada, mas um enxame adaptado é uma das forças mais avassaladoras da história.
Origens Obscuras e o Domínio de Volrath em Rath
O plano de origem exato dos Fractius ainda é um mistério absoluto no Multiverso. O que se sabe é que Volrath, o Evincar (governante) do plano artificial de Rath e lacaio de Phyrexia, os descobriu em algum lugar e ficou fascinado por sua rápida evolução e obediência à colmeia.
Volrath raptou a colmeia inteira e os levou para Rath. Ele extraiu a Rainha dos Fractius e a aprisionou nas profundezas de sua fortaleza, usando-a para gerar guardas incansáveis. Volrath também criou o Fractius Metálico (Metallic Sliver), um espião mecânico para infiltrar a colmeia e monitorar suas adaptações.


Durante a saga da tripulação do Bons Ventos (Weatherlight), o golem de prata Karn se deparou com a Rainha dos Fractius. A Rainha estava protegendo partes do Legado (artefatos de Karn), acreditando serem "filhos" dela, pois Volrath os havia colocado lá. Karn não lutou contra ela; através da telepatia, ele explicou que os artefatos eram parte dele, assim como os Fractius eram parte dela. Compreendendo a conexão, a Rainha devolveu os artefatos pacificamente.


A Sobreposição de Rath e a Queda da Rainha
Quando Rath foi sobreposto a Dominaria para iniciar a Invasão Phyrexiana, os Fractius foram transportados junto. A maioria deles materializou-se em Urborg, uma região vulcânica e mortífera. Tragicamente, a Rainha dos Fractius e a esmagadora maioria de seus filhos caíram dentro de um vulcão ativo durante a sobreposição e foram incinerados. A espécie foi considerada extinta.
O Projeto Riptide: A Ciência Fora de Controle
Cerca de um século após a Invasão, a magia e a ciência colidiram de forma imprudente no continente de Otária. Os magos humanos e cefálidas que formavam o Projeto Riptide descobriram fósseis dessas criaturas incrustados em rochas que antes pertenciam a Rath. Em sua sede por conhecimento e poder, decidiram clonar e recriar as feras em seus laboratórios insulares.
No entanto, os pesquisadores cometeram um erro fatal: eles não recriaram a Rainha. Sem a voz estabilizadora de sua mãe, a mente coletiva entrou em pânico e caos absoluto. A nova geração evoluiu em velocidades aterrorizantes, impulsionada pelo puro extinto de sobrevivência. A fúria da colmeia resultou na destruição completa das instalações do Projeto Riptide.
"Somos parentes”, explicou Karn à rainha dos fractius. “Assim como você precisa da sua prole para se sentir completa, eu preciso das peças do Legado para me sentir inteiro.”


O enxame, desesperado por uma estrutura de comando, acabou forçando sua própria evolução para preencher o vazio genético. As incontáveis mutações e os espécimes isolados fundiram-se para gerar um novo tipo de líder no ápice da cadeia alimentar: o Soberano dos Fractius.


"Os terrenos do Projeto Riptide agora são povoados apenas por fractius, béqueres quebrados e o pio solitário das gaivotas."
"Em poucas semanas, mais Fractius habitavam em Otária do que jamais existiram em Rath."


Mais tarde, essa colmeia selvagem foi temporariamente dominada pela falsa deusa Karona, até serem quase completamente varridos do continente novamente pelas guerras locais.
Caos Temporal e Evolução Definitiva (Bloco Espiral do Tempo)
Dominária sofreu uma crise de fendas temporais que rasgaram o tecido da realidade. Isso trouxe Fractius do passado, de linhas do tempo alternativas e até versões de futuros distópicos. Espalhados por um mundo devastado e com pouca mana, eles precisaram evoluir além da compreensão.
Sem uma única rainha física e dispersos pelo globo, as mentes da colmeia convergiram para formar algo novo: uma consciência coletiva cristalizada em um avatar físico. Assim nasceu a Legião dos Fractius. Não é um único líder que os domina, mas sim a manifestação física de todos os Fractius existindo ao mesmo tempo.


Shandalar e a Nova Evolução
Mais recentemente, os Fractius foram encontrados infestando o plano selvagem de Shandalar, um mundo rico em mana livre que flutua pelo Multiverso. Longe da influência obscura de Rath ou da biologia clonada de Dominária, esses novos espécimes apresentaram uma morfologia drasticamente diferente.
Buscando a otimização em um novo ambiente, eles evoluíram para se assemelhar aos predadores humanoides dominantes do plano. Essa nova linhagem adquiriu características avançadas de humanoides ou insectoides: andavam em duas pernas, tinham dois braços (alguns usavam espadas ou escudos), rostos reconhecíveis e até dreadlocks e garras articuladas, além de uma comunicação ainda mais predatória. Essa mudança morfológica provou, de uma vez por todas, a premissa absoluta e aterrorizante da raça: os Fractius nunca deixam de evoluir. Onde houver ameaças, eles criarão defesas; onde houver fraqueza, a colmeia se tornará a força.
Em Shandalar, eles são liderados pelo Senhor da Ninhada dos Fractius, um predador alfa indestrutível que governa as florestas escuras.


Relíquias do Passado e das Trevas
Expansões recentes nos deram vislumbres de cantos esquecidos da lore dos Fractius, isolados do tempo:
O Primeiro Fractius (The First Sliver): Revelado em Modern Horizons, mostra como era a espécie em seu estado mais primitivo, ancestral e violento (Cascata). É considerado o possível progenitor genético da espécie antes mesmo de encontrarem Volrath.
Mãe-de-Túmulo Fractius (Sliver Gravemother): Uma mutação necromântica macabra. Esta criatura mostra que os Fractius conseguiram adaptar até mesmo a magia da morte e a reanimação, reciclando membros mortos da colmeia para a guerra (Encore).




Adaptação em Meio ao Caos
Ao longo da história no multiverso, a hierarquia desta raça foi moldada pelos mais diversos ambientes, sempre coroando um líder supremo que dita a ressonância da colmeia. Essa linhagem de poder é sempre marcada por entidades monumentais que demonstram o quão forte essa raça pode ser.
Independentemente do mundo que invadam ou de quem ocupe o topo da cadeia neural, o destino dos seus adversários permanece o mesmo. Na frente de batalha, destruir um é apenas ensinar ao próximo como sobreviver.
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