Taysir de Rabiah: O Planeswalker Mais Poderoso do Multiverso

Conheça a história trágica e épica de Taysir de Rabiah, o único Planeswalker da era pré-Emenda a dominar perfeitamente as cinco cores de mana. Descubra sua origem fragmentada, sua ascensão lendária e a traição sombria nas mãos de Urza durante a Invasão Phyrexiana.

PLANESWALKERS E TRIBOS

Fuss

6/8/2026

Nos contos do Multiverso, a era pré-Emenda é lembrada como um tempo de deuses caminhando entre mortais. Contudo, mesmo entre essas divindades arcanas, um nome ecoa com reverência singular: Taysir de Rabiah. Amplamente considerado o Planeswalker mais poderoso que já existiu, ele foi o único ser conhecido a dominar com absoluta perfeição as cinco cores de mana. Sua trajetória é um cântico épico de fragmentação cósmica, unificação transcendental, amores perdidos e um sacrifício cujo fim amargo revelou a verdadeira profundidade da loucura que consumia o Multiverso durante seus dias mais sombrios.

As Mil Refrações de Rabiah e o Nascimento Fragmentado

O plano de Rabiah, outrora uma joia vibrante, foi vítima de uma anomalia cósmica punitiva que o dividiu em mil refrações idênticas — espelhos paralelos de uma mesma realidade. Foi neste cenário de ecos infinitos que ocorreu o nascimento mais singular da história de Magic: The Gathering. Taysir não nasceu como um único indivíduo, mas como cinco bebês distintos, espalhados por cinco refrações diferentes de Rabiah. Cada encarnação era a personificação pura e viva de uma das cinco cores de mana.

Essa divisão chamou a atenção de Nailah, uma feiticeira de ambição desmedida que buscou manipular os jovens para usurpar seu poder ilimitado. O equilíbrio dessas cinco almas, no entanto, foi precocemente quebrado. O aspecto de Taysir afiliado ao mana preto foi corrompido pelas maquinações das sombras e inevitavelmente morto. Para evitar que o desequilíbrio destruísse o vínculo místico que os unia, o Taysir Vermelho assumiu o fardo terrível de absorver a essência de sua contraparte sombria, carregando dentro de si o peso da paixão vulcânica e da ambição fúnebre.

A Unificação e a Ignição da Centelha

O clímax da existência fragmentada de Taysir ocorreu no confronto fatídico contra Nailah. Em um ato de sobrevivência e destino, os aspectos remanescentes foram forçados a se fundir. Quando o Branco, o Azul, o Verde e o Vermelho (já imbuído do Preto) se unificaram, a alma de Taysir tornou-se finalmente íntegra.

A magnitude desse evento cósmico foi tão devastadora que causou a ignição imediata de sua Centelha de Planeswalker. Ele ascendeu não como um mago especializado, mas como o avatar absoluto do mana. Em suas jornadas logo após essa ascensão, ele cruzaria o caminho da Planeswalker Kristina of the Woods, cujo domínio sobre a natureza e espírito gentil dariam início a um romance profundo e duradouro, moldando para sempre a bússola moral do mago de Rabiah.

Aventuras pelas Fronteiras do Multiverso

Os registros divergem sobre a exata cronologia de algumas aventuras de Taysir, descritas em tomos cujas linhas se entrelaçam com lendas quase apócrifas (eventos narrados nos quadrinhos da editora Armada, considerados semi-canônicos). No entanto, a espinha dorsal dessas crônicas é aceita como verdade fundamental em sua história.

Durante essa era de peregrinação, a relação de Taysir com Kristina foi testada de forma cruel. O envolvimento amoroso de Kristina com o minotauro Planeswalker Sandruu despertou uma fúria ciumenta no coração de Taysir. Em um duelo de proporções cataclísmicas, ele derrotou Sandruu e, como punição, baniu-o para as brumas sombrias de um plano isolado e decadente: Ulgrotha (o infame cenário de Homelands).

Apesar de seus rompantes de ira, a alma de Taysir ansiava por nutrir a vida. Ele resgatou e adotou uma jovem chamada Daria, cuidando dela até que sua própria centelha se acendesse. Daria tornou-se não apenas sua aprendiz, mas sua amada filha adotiva. Juntos, eles e Kristina se envolveriam na devastadora Guerra dos Planeswalkers no continente de Corondor, em Dominária. Lá, enfrentaram a inimizade de Ravidel, um ex-protegido corrompido, e o herói Jared Carthalion. A ameaça de Ravidel de utilizar a Silex Golgotiana (Golgothian Sylex) — um artefato de destruição planar massiva — cristalizou a posição de Taysir como um protetor essencial do Multiverso.

A Ameaça Phyrexiana e os Nove Titãs

Sécúlos depois, a escuridão absoluta voltou a ameaçar toda a criação. A Invasão de Phyrexia a Dominária estava em curso, orquestrada pelo Inefável deus das máquinas, Yawgmoth. Reconhecendo que a defesa convencional era inútil, o arquimago Urza elaborou um plano suicida: reunir os Planeswalkers mais poderosos da existência para um ataque direto ao coração do inferno mecânico.

Taysir foi convocado para integrar os chamados Nove Titãs. Ele aceitou o fardo com extrema relutância. O mago de cinco cores desprezava Urza, considerando-o amoral, calculista e perigoso demais para possuir tanto poder. No entanto, o dever falou mais alto. Para o desespero de Taysir, o sucesso do plano de Urza exigia as habilidades únicas de Kristina e Daria, colocando as duas pessoas que ele mais amava no epicentro da aniquilação.

A Descida às Esferas de Phyrexia e a Traição Final

Para sobreviver à atmosfera letal e às infinitas hordas de Phyrexia, Urza construiu os Trajes Titãs (Titan Engines) — gigantescos mechas de metal vivo alimentados por vastas quantias de mana. O objetivo da missão era descer pelas nove esferas artificiais do plano e plantar as Bombas de Alma (Soul Bombs), armas de energia mística projetadas para implodir Phyrexia de dentro para fora.

O inferno phyrexiano cobrou um preço brutal. O Planeswalker corrompido Tevesh Szat — cuja traição havia sido cinicamente calculada e permitida por Urza para alimentar as bombas — revelou suas garras, assassinando friamente Daria. Logo em seguida, em meio ao caos e ao horror, Kristina também encontrou seu fim trágico. A perda de sua família estilhaçou o espírito imortal de Taysir, restando-lhe apenas a determinação febril de ver Phyrexia transformada em cinzas.

A Traição Sombria de Urza e a Magia Final de Lord Windgrace

A verdadeira monstruosidade da invasão não residia nos demônios de aço, mas na mente daquele que guiou os Titãs. Nas entranhas mais profundas de Phyrexia, a mente fraturada de Urza sucumbiu. Fascinado pela harmonia macabra e perfeita do mundo mecânico, o patriarca de Dominária desativou as Bombas de Alma, sabotando o sacrifício de todos os Titãs.

Com os olhos brilhando pelas cinco cores do infinito, Taysir confrontou Urza. Ele ameaçou incinerar o artífice ali mesmo para garantir a ativação dos explosivos. Contudo, Urza não lutava com honra. Em segredo, ele havia instalado um mecanismo letal (kill switch) nas engrenagens de cada Traje Titã. Com a frieza de uma máquina, Urza ativou o comando. O imenso mecha de combate virou-se contra seu portador, esmagando Taysir de Rabiah por dentro. O Planeswalker mais poderoso de todos os tempos morreu em um instante mudo e anticlimático, privado da chance de defesa, vitimado pela paranoia e traição de seu líder.

A covardia daquele assassinato horrorizou os Titãs sobreviventes. Lord Windgrace, o orgulhoso e antigo Planeswalker pantera do continente de Urborg, testemunhou a brutalidade em estado de fúria absoluta. Windgrace, que desprezava as máquinas e valorizava o espírito de Dominária, recusou-se a deixar o campeão cósmico apodrecer nas entranhas de metal.

Em uma poderosa demonstração de respeito, Lord Windgrace canalizou sua vasta e profunda magia xamânica da terra. Através de um doloroso feitiço de preservação, o felino extraiu o coração despedaçado de Taysir de dentro das ferragens retorcidas do Traje Titã. Magicamente selado e ainda pulsando com os últimos ecos das cinco cores da criação, o coração de Taysir foi levado por Windgrace. Esse ato reverente de preservação assegurou que o espírito e o legado do maior de todos os magos não fossem devorados por Phyrexia, mas guardados para a eternidade pelo xamã que reconheceu, naquele instante, o verdadeiro custo da loucura humana.

A morte de Taysir de Rabiah não foi apenas a perda do maior manipulador de mana que a eternidade já conheceu; foi o selo definitivo da queda moral de Urza, provando que, na guerra contra a escuridão, o campeão da luz havia se tornado tão monstruoso quanto o abismo que jurou destruir.

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